Janeiro Roxo: conscientização e prevenção contra Hanseníase em Itaboraí-RJ

Janeiro Roxo: conscientização e prevenção contra Hanseníase em Itaboraí-RJ

28 de janeiro de 2021 0 Por Francisco Avelino

Foto: Ascom/Itaboraí

Durante o “Janeiro Roxo”, mês dedicado a conscientização e prevenção da Hanseníase, o município de Itaboraí realizou uma série de atividades informativas a respeito da doença para a população. O Programa Municipal de Controle da Hanseníase promoveu uma palestra sobre as formas de identificar e tratar a enfermidade para pacientes do Centro de Especialidades de Saúde de Itaboraí (CESI), em Quissamã.

A atividade foi comandada pela fisioterapeuta Carla Marinho e pela técnica de enfermagem Adriana Ivina. Na ação, foram distribuídos panfletos e cartilhas com informações sobre sintomas, transmissão e tratamento da doença. Atualmente, o município de Itaboraí tem 18 pacientes em tratamento de polioquimioterapia (PQT), além de outras dezenas de pessoas em tratamento de reação hansênica.

Foto Divulgação

“A hanseníase, além da pele, ataca os nervos e causa incapacidade física. Se o paciente for diagnosticado ainda no início, a gente consegue reverter o quadro. Por isso é tão importante fazer o diagnóstico precoce e fazer a busca ativa, ou seja, procurar pacientes com manchas, perda de sensibilidade e alteração de nervos. Quanto antes vier, mais chances de ter alta sem sequelas”, explicou a coordenadora do programa, Vanesca Temóteo Rodrigues.

Enquanto aguardava atendimento no CESI, a família Santos participou da palestra e considerou fundamental ter acesso à informação para saber identificar a doença. Para Pietra dos Santos, de 23 anos, a apresentação sobre a hanseníase foi esclarecedora.

“Agora sabemos que é muito importante saber diagnosticar o mais rápido possível. Com certeza, é uma iniciativa muito enriquecedora para toda a população”, disse a jovem, que estava acompanhada do pais.

Descoberta em 1873, a hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria. O Brasil é o segundo país com maior número de casos do mundo, atrás apenas da Índia. A doença tem cura e o tratamento é gratuito, promovido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Se tratada nos estágios iniciais, a enfermidade não deixa sequelas. Mas, se diagnosticada tardiamente, pode promover danos neurológicos e sistêmicos irreversíveis.

“Todos os agentes comunitários de saúde, médicos e enfermeiros que atuam em Itaboraí já foram capacitados para diagnosticar casos suspeitos da doença e encaminhar para o profissional especializado. Nosso maior inimigo nessa jornada é o preconceito, hanseníase é uma doença que ainda carrega muito estigma”, acrescentou a coordenadora.