Policiais civis de Saquarema prendem militar da Marinha

Policiais civis de Saquarema prendem militar da Marinha

27 de outubro de 2021 0 Por Francisco Avelino

Homem foi morto no mesmo momento em que sua companheira escolhia um vestido de noiva numa loja em Bacaxá.

Na manhã desta quarta-feira (27), agentes de polícia civil de Saquarema prenderam na cidade do Rio de Janeiro um servidor da Marinha do Brasil acusado de matar a tiros o construtor Gilcinei Vieira dos Santos, em Vilatur.

O mandado de prisão contra o militar foi expedido pelo Juízo da Comarca de Saquarema após investigação realizada pelos agentes da 124° DP (Polícia Civil de Saquarema). O Ministério Público opinou a favor do pedido de prisão feito pelo Delegado de Polícia André Bueno.

O assassinato aconteceu na manhã do dia 26 de Agosto de 2021, quando a vítima estava saindo de carro da casa de sua mãe em Vilatur para retornar ao seu trabalho numa obra próxima dali.

Segundo as investigações, o militar estava em uma moto, parou ao lado do carro onde a vítima estava e efetuou os disparos. Logo em seguida ele fugiu em alta velocidade.

No exato momento em que Gilcinei foi morto, sua companheira estava numa loja escolhendo um vestido de noiva em loja no bairro de Bacaxá. O casamento deles estava marcado para o mês seguinte.

O caso causou comoção no bairro de Vilatur, pois Gilcinei era considerado um homem de família, honesto, trabalhador e bom amigo. Ele fazia obras por empreitada e também trabalhava como pedreiro.

Ainda de acordo com a investigação da Polícia Civil, a vítima foi morta por divergências referente a uma obra feita no bairro de Jaconé.

O militar é lotado na Base Naval da Ilha das Cobras, localizada no Centro do RJ.

Na ação policial também foram apreendidas duas armas de fogo.

O militar está preso em Saquarema e será encaminhado ao presídio, onde ficará encarcerado e a disposição da justiça.

A operação foi batizado ADSUMUS é o lema dos Fuzileiros Navais. É um termo de origem latina que significa “Aqui Estamos!”, “estar presente”, “estar junto” e, por extensão, significa um sentimento de permanente prontidão.