Alunos e profissionais de Educação Física aprovam reabertura de academias em Maricá

Alunos e profissionais de Educação Física aprovam reabertura de academias em Maricá

19 de abril de 2021 0 Por Francisco Avelino

Foto: Clarildo Menezes

Academias e complexos esportivos de Maricá foram autorizados pela Prefeitura a retomarem suas atividades no dia 09/04, com o cumprimento obrigatório dos protocolos de segurança sanitária que garantem a saúde dos usuários e ajudam a evitar o crescimento de casos de Covid-19 na cidade. O decreto publicado na edição do Jornal Oficial de Maricá (JOM) do dia 05/04, teria vigência até domingo, dia 18/04, mas foi prorrogado por um novo decreto até 25/04.

Além do horário de funcionamento estipulado entre 6h e 11h e das 16h às 22h, ficou determinado que os proprietários deveriam: instalar tapete higiênico na entrada dos estabelecimentos; colocar um profissional para aferir a temperatura e ofertar álcool em gel aos atletas antes do acesso à área de exercícios. Dentro dos espaços, lixeiras com pedal, papel toalha, álcool em gel e o uso da máscara durante toda a série de exercícios tornaram-se obrigatórios, assim como a higienização de todo o material após o uso e a distância mínima de 1,5 m entre os usuários.

Proprietária da Academia Vip, no Centro, Flavia Moraes afirmou não ter dificuldades em seguir o decreto. “As pessoas que treinam aqui são bem compreensivas. Já malham há bastante tempo, então todos aceitaram obedecer às regras. Reclamaram de ficar mais doidos e da redução do horário, mas a prioridade tem que ser mesmo a saúde”, disse.

Segundo Robson Júnior do Cross 21, do Flamengo, desde que houve o retorno das atividades em agosto de 2020, as 42 normas estabelecidas pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF) passaram a ser seguidas em seu box. “Depois dessa última paralização das atividades de dez dias, que todo mundo sofreu, nós orientamos nossos alunos a terem os mesmos cuidados que tem aqui, fora da área de treino, para não trazerem ou levarem a doença para casa”, explicou.

Moradora de Itapeba, Marcele Oliveira, 30 anos, garantiu que treina com toda segurança. “Quando a gente entra ali, tem álcool, verificação de temperatura. Lá dentro tem mais álcool, papel e cada um treina na sua baia. Está tudo em ordem. A atividade física, seja ela qual for é essencial. Está comprovado que ajuda no combate ao coronavírus e para mim, em particular é uma terapia. Aqui é minha segunda casa”, revelou.

“Desde a inauguração do espaço eu trabalho com horário reduzido e agendado para poucos alunos. Então, o decreto não interferiu em nada, nem no meu horário de funcionamento, que já era o estabelecido. Mas eu concordo que tenha que existir esse distanciamento entre alunos, o uso de máscara e a aferição de temperatura na entrada, para que a gente possa ter esse controle, não transmita para ninguém e continue proporcionando qualidade de vida sem gerar risco para quem está treinando e para quem vai estar com o aluno quando ele voltar para sua residência”, justificou a personal trainer Luana Cazzotto.

“Esse cuidado do uso da máscara, do distanciamento e da profilaxia é muito importante para que a gente possa dar segmento ao exercício físico, porque está mais do que comprovado cientificamente que o exercício promove o bom condicionamento da saúde, ajuda a liberar bons hormônios e estar com a imunidade boa. No início é ruim treinar de máscara, mas nós somos seres humanos, então totalmente adaptáveis. É para a nossa saúde, temos que tentar e dar prosseguimento”, declarou a nutricionista, Ingridi Porto, 33 anos, que mora em Itapeba.