PF faz operação para impedir que maior facção do país se estabeleça no Rio; equipes atuam em seis estados

PF faz operação para impedir que maior facção do país se estabeleça no Rio; equipes atuam em seis estados

25 de agosto de 2020 0 Por Francisco Avelino

A maior parte dos 27 alvos de mandados de prisão já estava encarcerada. Equipes saíram para cumprir sete mandados de prisão no RJ; havia alvos ainda em SP, PE, MG, PA e MS.

PF faz operação para prender traficantes de uma facção de São Paulo

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (25) a Operação Expurgo, contra a tentativa do Primeiro Comando da Capital (PCC) de estabelecer uma base no Rio.

A 2ª Vara Criminal da Comarca de Bangu expediu 27 mandados de prisão no RJ, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul.

Treze dos alvos já estavam encarcerados. Até a última atualização desta reportagem, sete pessoas haviam sido presas.

Um dos procurados no RJ era Rafael Cobra, o Digato. Ele foi preso em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Outro alvo estaria em Três Rios, no Sul Fluminense.

Um dos procurados no RJ era Rafael Cobra, o Digato. Ele foi preso em Realengo, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo
Um dos procurados no RJ era Rafael Cobra, o Digato. Ele foi preso em Realengo, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Aliança regional

As investigações, iniciadas em dezembro de 2018, apontaram que os chefes do PCC objetivavam expandir a atuação no RJ. Para tanto, segundo a PF, contavam com parcerias com outras facções criminosas já atuantes no estado.

As diligências identificaram que os chefes, mesmo já presos, desempenhavam a gestão criminosa de dentro de presídios estaduais, de onde replicavam ordens e tomavam decisões — a exemplo dos chamados “salves”, ou recados — dados pela cúpula da organização.

PF faz operação para impedir que maior facção do país se estabeleça no Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo
PF faz operação para impedir que maior facção do país se estabeleça no Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Rede de comunicação no alvo

A PF descobriu ainda que os chefes do PCC e dos aliados no RJ mantinham uma rede de comunicação por aplicativos de mensagens e redes sócias

Segundo as investigações, os suspeitos — mesmo os já presos — conversavam através de perfis sem foto e constantemente trocavam de chip de celular, a fim de mudar a linha telefônica e despistar as autoridades.

fFonte G1 Rio