Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques dos EUA e de Israel
01/03/2026Mais cedo, a mídia iraniana afirmou que a filha, o genro e a neta do líder supremo também foram mortos nos ataques coordenados
Internacionais — Washington e Teerã
A mídia estatal do Irã confirmou neste sábado a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques dos EUA e de Israel contra alvos do país, afirmando que o período de luto público vai vigorar por 40 dias. A confirmação foi feita horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado a morte, afirmando que ela “é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país”, que, declarou, foi “amplamente destruído em apenas um dia”.
Mais cedo, a mídia iraniana afirmou que a filha, o genro e a neta do líder supremo também foram mortos nos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra a Irã. “Após contato com fontes bem informadas dentro da família do líder supremo, infelizmente foi confirmada a notícia do martírio da filha, do genro e da neta do líder revolucionário”, escreveu a agência de notícias Fars, informação reproduzida por outros meios iranianos.
Em uma publicação em sua plataforma Truth Social, Trump comemorou a morte do aiatolá e reverenciou a atuação das forças de inteligência americanas, destacando que, “trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”.
O presidente também prometeu que os bombardeios contra o território iraniano continuarão “pelo tempo que for necessário” para que os EUA alcancem seu “objetivo de paz em todo o Oriente Médio”.
“Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, escreveu o presidente americano.
O governo de Khamenei foi duramente marcado por conflitos, pela intensificação dos laços com os militares e pelo fortalecimento da Guarda Revolucionária, que hoje comanda boa parte do Estado iraniano.
Testemunhas relatam que gritos de alegria ecoaram por partes de Teerã e que moradores foram às janelas para aplaudir e tocar músicas comemorativas quando começaram a surgir os primeiros relatos extraoficiais de morte do líder supremo, às 23h (17h no Brasil), de acordo com diversas testemunhas, gravações de áudio e imagens compartilhadas nas redes sociais.
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito em um pronunciamento televisionado que havia “fortes indícios” de que o líder supremo do Irã havia morrido durante o ataque conjunto realizado por Israel e Estados Unidos contra a nação persa.
— Esta manhã destruímos, em um ataque surpresa, o complexo do tirano Khamenei no coração de Teerã (…) e há muitos indícios de que esse tirano já não esteja vivo — declarou.
Em seu pronunciamento, Netanyahu afirmou que os ataques mataram comandantes da Guarda Revolucionária, a força de elite do Irã, assim como autoridades graduadas do regime iraniano e funcionários nucleares. Segundo o premier israelense, a operação contra o Irã “continuará enquanto for necessário”, afirmando que, nos próximos dias, “atingiremos milhares de alvos” do regime.
- Veja vídeo: EUA divulgam imagens de ataques ao Irã
Afirmando que Trump é um “líder que mantém sua palavra”, Netanyahu agradeceu o líder americano por sua “liderança histórica”, afirmando que Israel entrou na guerra para “mudar fundamentalmente” a possibilidade de o país persa desenvolver uma arma nuclear e, assim, drasticamente aumentar sua ameaça contra os vizinhos.
Em seu anúncio divulgado no início da noite, Trump declarou ainda que autoridades americanas “estão ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade”.
O presidente americano acrescentou esperar que as forças de segurança iranianas “se unam pacificamente aos patriotas iranianos” e trabalhem juntos para “trazer o país de volta à grandeza que ele merece”, processo que, segundo ele, deve começar em breve.
Fonte: O Globo.com




