Tragédia na Suíça: há um português entre os mais de 100 feridos

Tragédia na Suíça: há um português entre os mais de 100 feridos

02/01/2026 0 Por Francisco Avelino

Tragédia na Suíça. Testemunhas relatam cenário de terror

Informação foi avançada esta sexta-feira pela polícia local, em conferência de imprensa. Fonte do MNE confirmou à SIC que há uma portuguesa entre os feridos e outra entre os desaparecidos.

Internacional: Suíça

Fote Divulgação: Pierre Albouy

Uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os 119 feridos do incêndio num bar da estância de esqui de Crans Montana, na Suíça, existindo ainda uma outra desaparecida, confirmou à SIC o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

A portuguesa ferida, “na casa dos 40 anos“, chama-se Liliana Mateus Baptista, é natural de Mirandela e está internada no Hospital de Sion, revelou Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, em entrevista à SIC Notícias. O governante disse ainda desconhecer a gravidade dos ferimentos.

Em relação à portuguesa desaparecida, trata-se de Fanny Pinheiro Magalhães, tem 22 anos e é originária de Santa Maria da Feira.

Identificados 114 dos 119 feridos

Segundo o comandante da polícia do cantão suíço de Calais, Frédéric Gisler, dos 119 feridos 114 já foram formalmente identificados. Entre os feridos confirmados estão, além da cidadã portuguesa, 14 franceses, 11 italianos e quatro sérvios.

Frédéric Gisler
Frédéric GislerLisa Leutner

A nacionalidade de cinco pessoas ainda não foi determinada, adiantaram ao início da tarde as autoridades locais, em conferência de imprensa.

Segundo o último balanço da polícia de Valais, o incêndio, durante a noite de passagem de ano, provocou 40 mortos e 119 feridos.

Tragédia na Suíça: há um português entre os mais de 100 feridos
Denis Balibouse/Reuters

As autoridades adiantaram ainda que cerca de 50 feridos foram transferidos para vários países europeus, quatro deles para a Bélgica.

“Cerca de 50 feridos foram transferidos ou serão transferidos em breve para países europeus, para unidades especializadas em grandes queimados”, informou Mathias Reynard, presidente do governo do cantão do Valais, durante uma conferência de imprensa em Sion.

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A origem do fogo

Também numa conferência de imprensa, a procuradora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou hoje que os dois gerentes franceses do bar que foi devastado na noite de Ano Novo por um incêndio mortal já foram interrogados.

“Tudo indica que o fogo teve origem em velas incandescentes ou fogos de artifício que foram colocados em garrafas de champanhe e que estavam muito próximos do teto. A partir daí, ocorreu uma combustão rápida, muito rápida e generalizada”, declarou Pilloud.

Tragédia na Suíça: há um português entre os mais de 100 feridos

Ainda em relação ao apoio médico de países vizinhos, o Governo de França anunciou o envio de uma equipa de médicos militares franceses ara a Suíça para uma “missão de avaliação de feridos por queimaduras com vista à sua evacuação”, 

Esta equipa, composta por um cirurgião plástico, um anestesista, uma enfermeira especializada e um médico dos bombeiros, já chegou ao local do incêndio, onde deverá permanecer vários dias para apoiar o trabalho das autoridades sanitárias suíças e participar na avaliação dos feridos queimados de forma a garantir condições para os transportar para França.

Em França, os serviços de tratamento de grandes queimados do Serviço de Saúde das Forças Armadas foram colocados em alerta, nomeadamente nos hospitais militares de Percy, em Clamart, nos arredores de Paris, e de Sainte-Anne, em Toulon, “em estreita cooperação com o Ministério da Saúde para a distribuição adequada, a curto e médio prazo, dos doentes queimados provenientes da Suíça”.

“Até hoje à noite, a França terá igualmente acolhido 11 pessoas nos hospitais de Lyon, Metz, Nantes e da região parisiense, entre as quais três cidadãos suíços”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, na rede social X.

“As necessidades serão reavaliadas diariamente e continuaremos a prestar assistência aos nossos vizinhos tanto quanto for necessário”, acrescentou o ministro.

Fonte: Com Lusa