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Seis jovens morrem em despiste e incêndio na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa

Foto: Divulgaçao do Local.

Eram cerca das 3h40 quando um agente da PSP destacado para a Embaixada dos Estados Unidos viu um BMW perder o controlo, embater no lancil e ficar em chamas sob o Eixo Norte-Sul. Ao fim da manhã, a polícia confirmava seis mortos, três rapazes e três raparigas, presumivelmente amigos. Foi aberta uma investigação para apurar as causas do acidente. Autoridades descartam para já condução sob efeito de álcool

Seis pessoas morreram carbonizadas depois de o carro em que seguiam se ter despistado na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, e se ter incendiado de seguida.

O balanço foi confirmado no local pelo comissário Dinarte Diniz, da PSP, que adiantou que entre as vítimas estão “três mulheres e três homens”. Segundo o mesmo responsável, apenas dois dos seis jovens, o condutor e o passageiro da frente, estavam identificados ao início da tarde, ambos com idades “sensivelmente entre os 19 e os 20 anos”.

De acordo com Dinarte Diniz, a viatura, um BMW de cinco lugares, seguia em direcção a Sete Rios quando “bateu no lancil e foi projectada alguns metros à frente”, acabando por ficar imobilizada numa zona de parqueamento por baixo do Eixo Norte-Sul. “A viatura ficou totalmente carbonizada”, disse o comissário, sublinhando que, nesta fase, a PSP não consegue esclarecer se as vítimas morreram na sequência do embate ou já devido ao fogo.

As causas do despiste “estão em investigação” pela Brigada de Investigação de Acidentes de Viação, em articulação com o Ministério Público, e vão ser analisadas imagens de videovigilância que “serão preservadas e juntas ao inquérito”.

No interior seguiam seis ocupantes, “dois passageiros à frente e quatro atrás”, precisou ainda o comissário, pelo que esta viatura se encontraria “sobrelotada”.

Questionado sobre eventuais indícios de consumo de álcool, Dinarte Diniz respondeu que “é impossível confirmar isso neste momento” e recusou avançar qualquer hipótese antes de concluídas as perícias. “O que a Polícia de Segurança Pública pode, desde já, recomendar a todos os jovens, bem como a toda a população, é que cumpram as regras do Código da Estrada e se abstenham de comportamentos de risco”, afirmou.

O alerta para o acidente foi dado por um agente da PSP que se encontrava de serviço na guarita da Embaixada dos Estados Unidos, junto ao local. “Foi a própria Polícia de Segurança Pública que presenciou o acidente e accionou os meios de emergência”, descreveu Dinarte Diniz, acrescentando que “passados alguns minutos estavam cá os meios de emergência”.

No local intervieram os Sapadores Bombeiros de Lisboa, equipas da PSP e médicas do Instituto Nacional de Medicina Legal. Os corpos foram já transportados para o Instituto de Medicina Legal e a viatura foi removida para um parque da PSP; durante a tarde, decorriam ainda trabalhos de remoção de destroços, com o trânsito fortemente condicionado na zona.

Sobre a identificação das restantes vítimas, o comissário explicou que, devido ao estado dos corpos, “a confirmação oficial terá de ser feita através de ADN”.

A PSP admite que se trate de um grupo de amigos: “À partida temos algumas informações que poderão levar a que se tratem de alguns amigos”, disse. Depois de a notícia ter sido divulgada, “alguns familiares já compareceram no local e outros junto do Instituto de Medicina Legal”, estando a ser feitos contactos em coordenação com o INEM para notificar todas as famílias.

[Fonte: cnnportugal.iol.pt ]

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