Nova York registra 23 mortes por Covid-19 em 24h, menor número em quase 3 meses

Nova York registra 23 mortes por Covid-19 em 24h, menor número em quase 3 meses

14 de junho de 2020 0 Por Francisco Avelino

Estado, que já foi o epicentro da pandemia nos EUA, teve o menor número de mortos desde o final de março.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, fala durante uma entrevista coletiva no Javits Center, em Nova York nesta sexta (27) Foto: Jeenah Moon/Reuters

O estado de Nova York registrou, nas últimas 24 horas, apenas 23 mortes por complicações da Covid-19. É o menor número desde o dia 20 de março, avaliou neste domingo (14) o governador Andrew Cuomo em sua entrevista coletiva diária.

A região chegou a ser considerada o epicentro da pandemia de coronavírus Sars-Cov-2 nos Estados Unidos, país que acumulou mais de 2 milhões de casos da doença e ao menos 115,4 mil mortos, de acordo com o painel da universidade Johns Hopkins.

“Perdemos 23 nova-iorquinos para a Covid-19 ontem, um novo recorde”, disse Cuomo. “O total de hospitalizações pela Covid-19 caiu para 1.657. Os dados mostram que continuamos a ter grande progresso.”

Reabertura gradual

O governador de NY comentou também o processo de reabertura dos estados do país após medidas de isolamento por conta da pandemia. Segundo ele, quase a metade registrou aumentos nos casos de Covid-19, enquanto que em seu estado, isso não aconteceu.

“Vamos manter assim, a pandemia não acabou e devemos continuar vigilantes”, disse.

A cidade de Nova York, epicentro da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos, começou a uma reabertura gradual na semana passada (veja a reportagem abaixo).

Nova York começa a suspender restrições
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Casos e mortes

Dos 10 principais países mais afetados, os EUA ocupam o terceiro lugar com base em casos a cada 100 mil habitantes, são 634 casos por 100 mil. Segundo a Johns Hopkins, o país está atrás do Chile (893 casos por 100 mil) e Peru (690 casos por 100 mil).

Já sobre a incidência das mortes, os EUA ocupam a segunda posição – 35,3 mortes por 100 mil –, ficando atrás apenas do Reino Unido (62,8). Essas taxas mostram o efeito do vírus em países menos populosos em comparação com outros mais populosos.

Novo epicentro

A redução das mortes diárias nos EUA acompanha o aumento na América do Sul, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como novo epicentro da pandemia.

“De certa forma, a América do Sul se tornou um novo epicentro para a doença, vimos muitos países sul-americanos com aumento do número de casos, e claramente há preocupação em muitos desses países, mas certamente o mais afetado é o Brasil neste momento”, disse o diretor do programa de emergências da OMS, Michael Ryan.

Fonte: G1 Reião dos Lagos