Médico de Wuhan que ficou com pele escura por causa de COVID-19 morre na China

Médico de Wuhan que ficou com pele escura por causa de COVID-19 morre na China

4 de junho de 2020 0 Por Francisco Avelino

O urologista Hu Weifeng, de 40 anos, morreu, após passar mais de quatro meses doente, relatou a emissora de televisão chinesa CCTV

Um médico que trabalhou com Li Wenliang, oftalmologista chinês que alertou as autoridades sobre a gravidade do novo coronavírus desde os primeiros casos registrados, faleceu nesta terça-feira (2) e se tornou a primeira morte por COVID-19 em várias semanas.

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China é alvo de críticas após morte de médico que alertou sobre epidemiaEm Wuhan, médicos mal protegidos trabalham com medoVeja como o coronavírus invadiu hospital de Wuhan e contaminou médicosMorte de médico que fez alerta sobre coronavírus causa revolta na Chinaurologista Hu Weifeng, de 40 anos, trabalhava no Hospital Central de Wuhan, onde o patógeno eclodiu no final de 2019. Ele morreu, após passar mais de quatro meses doente, relatou a emissora de televisão chinesa CCTV.

Ele é o sexto médico neste hospital de Wuhan a morrer de coronavírus, em meio a dezenas de profissionais da saúde infectados.

O caso de Hu ganhou atenção nacional, quando a pele do médico começou a escurecer, devido a danos no fígado causados pelo vírus.

morte de seu colega Li Wenliang, de 34 anos, em fevereiro, provocou fortes protestos no país. Li havia sido advertido pelas autoridades por suas mensagens de alerta nas redes sociais diante dos primeiros casos do novo coronavírus.

Após sua morte, o governo chinês o considerou um mártir e limpou sua imagem. Desde meados de fevereiro, os casos de COVID-19 diminuíram significativamente na China, que registrou 4.634 mortes, segundo dados oficiais.

A China não forneceu dados oficiais para o pessoal de saúde morto pelo coronavírus, mas pelo menos 34 médicos receberam honras póstumas pelas autoridades.

Em fevereiro, a Comissão Nacional de Saúde informou que 3.387 profissionais de saúde haviam sido infectados.

Fonte: Estado de Minas