Corpo de menino violentado e morto em Campos, RJ, é enterrado sob forte comoção

Corpo de menino violentado e morto em Campos, RJ, é enterrado sob forte comoção

18 de junho de 2019 0 Por Francisco Avelino

Criança foi sepultada na manhã desta terça-feira (18) no Cemitério de Caju. Menino morreu após ter sido encontrado nu, desacordado e com lesões no queixo e tórax em um matagal.

O corpo do menino de 10 anos que morreu no domingo (16) em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foi enterrado sob forte comoção na manhã desta terça-feira (18) no Cemitério de Caju.

Matheus de Almeida dos Santos morreu após ter sido encontrado nu, desacordado e com lesões no queixo e tórax em um matagal no bairro Novo Jockey. A delegada responsável pelo caso, Natália Patrão, confirmou nesta terça que a criança foi violentada sexualmente.

O velório aconteceu na Igreja Fogo Pentecostal e contou com familiares e amigos do menino.

“É difícil saber que você vai amanhecer o dia e não vai ver ele ali deitado na cama, é muito difícil.

A gente está tentando achar que está acordando de um pesadelo ainda e quando a gente abrir o olho vai voltar tudo ao normal”, disse a mãe da vítima, Gleiciane Almeida.

Thiago dos Santos, pai do garoto, falou das qualidades da criança e pediu justiça para o filho.

“Ele era apaixonado por pipa. Espero que a polícia descubra quem fez isso. Eu quero justiça com o meu filho. Ele era uma ótima pessoa, não dava trabalho, só gostava de jogar bola e soltar pipa. Ele nunca se envolveu com briga, nada disso”, contou.

O crime

Segundo a Polícia Militar, o primo da vítima disse aos policiais que viu o menino na garupa de uma moto mais cedo e depois ele foi encontrado no mato.

De acordo com o Hospital Ferreira Machado (HFM), a criança deu entrada na unidade já em óbito. Ainda segundo o hospital, o Conselho Tutelar e órgãos de segurança foram acionados para acompanharem o caso.

De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro e diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime.

Kamilla Póvoa e Cléber Rodrigues, G1 — Campos dos Goytacazes / G1 Norte Fluminense.