Império Serrano abre Grupo Especial filosofando sobre sentido da vida ao som de Gonzaguinha

Império Serrano abre Grupo Especial filosofando sobre sentido da vida ao som de Gonzaguinha

3 de março de 2019 0 Por Francisco Avelino

Começo neste domingo (3) teve atraso de 30 minutos por conta da chuva. Enredo ‘O que é, o que é?’ mostrou prazeres e perrengues da vida, comparada a xadrez, circo e labirinto.

Ala de passistas da Império Serrano — Foto: Divulgação

A Império Serrano abriu o Grupo Especial do Rio com o enredo “O que é, o que é?”. A escola de Madureira se baseou na música de Gonzaguinha de 1982 para falar sobre o sentido da vida e tentar uma colocação melhor do que o último lugar no carnaval passado, com um rebaixamento anulado.

  • O desfile começou com meia hora de atraso por conta das chuvas no Rio
  • O carro abre-alas trouxe um coração gigante verde, a cor da escola
  • Os membros da bateria vieram vestidos com estampas militares, para lembrar que a vida também pode ser uma guerra, com a rainha Quitéria Chagas

Os 3.200 componentes mostraram os prazeres, perrengues e questionamentos da vida em 31 alas. A comissão de frente celebrou o nascimento de uma criança e, logo depois, uma alegoria retratou o tempo com ampulhetas e engrenagens de um relógio.

Religiões como o islamismo, budismo, judaísmo e cristianismo foram celebradas nas alas seguintes. O segundo carro manteve a temática religiosa, ao dar destaque à famosa pintura de Michelangelo, “A Criação de Adão”.

O carnavalesco Paulo Menezes também destacou os pequenos prazeres da vida em alas sobre viajar, ganhar presentes, festejar o carnaval ou ouvir música. Mas a parte mais sofrida da vida também foi lembrada, como na ala retratando a vida como pesadelo, sofrimento ou ilusão.

O terceiro carro comparou a vida a um jogo de xadrez (no qual o movimento de uma peça pode selar o destino de outras), e o quarto mostrou a vida como um labirinto (com caminhos que nos levam para o bem e o mal).

As crianças também tiveram destaque em uma ala e no quinto carro, decorado com palhaços. A vida foi retratada como circo, mas também como parque de diversões: as baianas rodaram vestidas como um carrossel.

No final do desfile, Dona Ivone Lara foi homenageada. Fotos da sambista, que morreu no ano passado, enfeitaram as fantasias na ala “A dama do samba”.

Imagens da cantora também estamparam painéis do carro “A beleza de ser um eterno aprendiz”, o sexto e último da Império.

Comissão de frente do Império Serrano fala sobre renascimento

Ala das baianas da Império Serrano, a vida gira como um carrossel — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Ala das baianas da Império Serrano, a vida gira como um carrossel — Foto: Divulgação

Carro da Império Serrano traduz o imaginário circense infantil — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Carro da Império Serrano traduz o imaginário circense infantil — Foto: Divulgação

Passista da Império Serrano à frente do tripé da escola — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Passista da Império Serrano à frente do tripé da escola — Foto: Divulgação

Ala da Império Serrano questiona se a vida seria sofrimento e dor — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Ala da Império Serrano questiona se a vida seria sofrimento e dor — Foto: Divulgação

Integrante da Império Serrano — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Integrante da Império Serrano — Foto: Divulgação

Império Serrano, ala Candomblé — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Império Serrano, ala Candomblé — Foto: Divulgação